Como Exportar do Brasil para os EUA em 2026
O Brasil é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, exportando desde café e aço até peças de aeronaves e têxteis de moda. Seja você um exportador brasileiro enviando sua primeira carga ou uma empresa escalando sua cadeia de suprimentos, este guia cobre todo o processo — da escolha de compradores ao desembaraço aduaneiro nos portos americanos.
Comércio Brasil–EUA: Por Que Exportar para os Estados Unidos?
O Brasil é a maior economia da América do Sul e um dos 15 maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos. Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países ultrapassou US$ 80 bilhões, com os EUA importando mais de US$ 36 bilhões em produtos brasileiros. As principais categorias incluem petróleo bruto, ferro e aço, aeronaves e peças, café, celulose, etanol e calçados.
Para exportadores brasileiros, os EUA representam um mercado de enorme potencial. A proximidade geográfica significa prazos de trânsito mais curtos em comparação com a Ásia — o frete marítimo de Santos a Miami leva apenas 10 a 14 dias, contra 25 a 35 dias de Shanghai. A base manufatureira diversificada do Brasil, os custos competitivos de mão de obra e a riqueza em recursos naturais tornam o país uma alternativa atraente de fornecimento, especialmente com empresas diversificando fora da China sob a <a href='/pt-br/insights/china-plus-one-freight/'>estratégia China Plus One</a>.
O real (BRL) tem sido historicamente favorável para compradores em dólar, oferecendo vantagens de custo em produtos intensivos em mão de obra como artigos de couro, calçados, granito e alimentos processados. Além disso, as exportações agrícolas brasileiras — incluindo <a href='/pt-br/insights/brazil-coffee-export-guide/'>café</a>, soja, suco de laranja e cacau — são referência mundial em qualidade e volume.
Passo a Passo: Como Exportar do Brasil para os EUA
- Pesquise seu produto e classifique-o: Identifique o código NCM/HS do seu produto usando a <a href='/pt-br/tools/hs-code-lookup/'>Ferramenta de Consulta de Código HS</a>. O código HS determina a alíquota do imposto de importação, eventuais direitos antidumping e se o produto exige licenças ou certificações especiais (FDA, USDA, EPA etc.).
- Encontre e avalie fornecedores brasileiros: Utilize diretórios comerciais como a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alibaba ou participe de feiras como FENAVIST e APAS Show. Sempre solicite amostras, verifique licenças de exportação e realize auditorias de fábrica ou contrate serviços de inspeção terceirizados antes de fazer pedidos grandes.
- Negocie Incoterms e condições de pagamento: Escolha o <a href='/pt-br/insights/fob-vs-cif-vs-ddp/'>Incoterm</a> adequado para sua remessa. FOB Santos é o mais comum no comércio Brasil–EUA, ou seja, o fornecedor entrega a mercadoria no porto e o comprador organiza o frete marítimo. DDP (Delivered Duty Paid) transfere toda a responsabilidade logística ao vendedor. Para quem está começando, CIF (Custo, Seguro e Frete) oferece uma estrutura de custos mais simples.
- Organize o transporte internacional: Escolha entre <a href='/pt-br/services/ocean-freight/'>frete marítimo</a> (FCL ou LCL) e <a href='/pt-br/services/air-freight/'>frete aéreo</a>. O frete marítimo do Brasil para os EUA custa entre US$ 1.800 e US$ 3.500 para um contêiner de 20 pés e US$ 2.800 a US$ 5.500 para um de 40 pés. Frete aéreo fica entre US$ 3 e US$ 6 por kg. Um <a href='/pt-br/insights/how-to-choose-freight-forwarder/'>agente de cargas</a> coordena toda a cadeia logística.
- Prepare os documentos de embarque: Você precisará de <a href='/pt-br/insights/bill-of-lading-guide/'>Conhecimento de Embarque (B/L)</a> ou Air Waybill, Fatura Comercial (Commercial Invoice), Packing List, Certificado de Origem (para tratamento tarifário preferencial) e certificados específicos do produto (fitossanitário para produtos agrícolas, FDA Prior Notice para alimentos). Veja o <a href='/pt-br/insights/customs-documents-checklist/'>checklist completo de documentos</a>.
- Desembaraço na alfândega dos EUA (CBP): O ISF (Importer Security Filing) deve ser apresentado pelo menos 24 horas antes do embarque da carga no navio. Um <a href='/pt-br/services/customs/'>despachante aduaneiro</a> licenciado faz a declaração junto ao CBP, paga os impostos aplicáveis e coordena eventuais inspeções. O <a href='/pt-br/insights/customs-clearance-process/'>processo de desembaraço aduaneiro</a> normalmente leva de 1 a 5 dias úteis.
- Pague impostos, taxas e encargos: Calcule o custo desembarcado incluindo a alíquota tarifária (baseada no código HS), Merchandise Processing Fee (MPF) de 0,3464% (mín. US$ 31,67, máx. US$ 614,35), Harbor Maintenance Fee (HMF) de 0,125% para embarques marítimos e eventuais direitos antidumping ou compensatórios. Use o <a href='/pt-br/tools/tariff-simulator/'>Simulador de Tarifas</a> para estimar os custos totais.
- Receba e inspecione sua mercadoria: Após a liberação aduaneira, organize a entrega da última milha do porto até seu armazém. Inspecione a mercadoria contra a fatura comercial e o packing list. Registre qualquer reclamação de danos junto à sua <a href='/pt-br/insights/cargo-insurance/'>seguradora de carga</a> dentro do prazo de notificação da apólice (geralmente 3 a 5 dias úteis).
Custos de Frete: Brasil para EUA em 2026
Os custos de frete do Brasil para os Estados Unidos dependem do porto de origem, porto de destino, tipo de carga, tamanho do contêiner e se você embarca FCL (contêiner cheio) ou <a href='/pt-br/shipping/brazil-to-usa/lcl/'>LCL (carga consolidada)</a>. Confira as tarifas de mercado atualizadas para o 2º trimestre de 2026:
| Rota | Contêiner 20 pés (FCL) | Contêiner 40 pés (FCL) | LCL (por CBM) |
|---|---|---|---|
| Santos → Miami | $1,800 – $2,800 | $2,800 – $4,200 | $55 – $85 |
| Santos → New York | $2,000 – $3,200 | $3,200 – $5,000 | $60 – $95 |
| Santos → Los Angeles | $2,400 – $3,800 | $3,800 – $5,800 | $70 – $110 |
| Santos → Houston | $2,000 – $3,000 | $3,000 – $4,800 | $60 – $90 |
| Paranaguá → Miami | $1,900 – $2,900 | $2,900 – $4,300 | $55 – $90 |
| Itajaí → Miami | $2,000 – $3,000 | $3,000 – $4,500 | $60 – $90 |
| Rio de Janeiro → New York | $2,100 – $3,200 | $3,200 – $5,000 | $65 – $95 |
Tempo de Trânsito: Brasil para EUA por Frete Marítimo
Os tempos de trânsito marítimo do Brasil para os EUA variam bastante conforme o par de portos. A rota Santos–Miami é a mais curta e popular, com serviços diretos oferecidos por armadores como MSC, Maersk, Hapag-Lloyd e CMA CGM.
| Rota | Serviço Direto | Com Transbordo |
|---|---|---|
| Santos → Miami | 10 – 14 dias | 14 – 18 dias |
| Santos → New York/Newark | 12 – 16 dias | 16 – 22 dias |
| Santos → Los Angeles | 18 – 24 dias | 22 – 30 dias |
| Santos → Houston/Galveston | 14 – 18 dias | 18 – 24 dias |
| Paranaguá → Miami | 12 – 15 dias | 16 – 20 dias |
| Itajaí → Miami | 12 – 16 dias | 16 – 22 dias |
| Manaus → Miami | 8 – 12 dias | 12 – 16 dias |
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A Suaid Global é especialista na rota Brasil–EUA. Nossa equipe em Miami cuida do frete marítimo, desembaraço aduaneiro e entrega porta a porta a partir de qualquer porto brasileiro.
Impostos e Tarifas dos EUA sobre Produtos Brasileiros (2026)
Os impostos de importação sobre produtos brasileiros variam amplamente conforme a classificação HS do produto. O Brasil não possui acordo de livre comércio com os EUA, então a maioria dos produtos está sujeita às alíquotas padrão de Nação Mais Favorecida (MFN). Alguns produtos podem se qualificar para o Sistema Geral de Preferências (GSP) — embora o programa americano esteja sujeito a expirações e renovações periódicas.
Em 2026, o cenário tarifário ficou mais complexo com a tarifa base da Seção 122 de 10% sobre a maioria das importações, que se soma às alíquotas MFN existentes. Alguns produtos brasileiros também estão sujeitos às tarifas da Seção 232 (25% sobre aço e 10% sobre alumínio) e direitos antidumping sobre produtos específicos como aço laminado a quente e suco de laranja.
Confira as alíquotas típicas para os principais produtos brasileiros:
| Categoria do Produto | Alíquota Típica | Observações |
|---|---|---|
| Café (verde, não torrado) | 0% | Isento sob MFN |
| Café (torrado) | 0% | Isento sob MFN |
| Cacau em grãos | 0% | Isento sob MFN |
| Suco de laranja (concentrado congelado) | 7,85¢/litro | Possível ADD de 15,84% |
| Produtos de ferro/aço | 0 – 25% | Tarifa da Seção 232 (25%) |
| Produtos de alumínio | 0 – 10% | Tarifa da Seção 232 (10%) |
| Calçados (couro) | 8,5 – 20% | Varia conforme material e construção |
| Bolsas de couro | 8 – 20% | Varia conforme material |
| Granito (bruto/cortado) | 3,7 – 6,5% | Alíquotas para pedras dimensionais |
| Peças de aeronaves (Embraer) | 0 – 2,5% | Muitas peças isentas pelo acordo de aeronaves civis |
| Madeira/madeira serrada | 0 – 8% | Depende da espécie e grau de processamento |
| Etanol (combustível) | 2,5% | Acrescido da base da Seção 122 |
| Têxteis de moda | 7,5 – 32% | Estrutura tarifária complexa por tipo de tecido |
| Soja | 0% | Isento sob MFN |
Documentos Necessários para Exportar do Brasil para os EUA
- Fatura Comercial (Commercial Invoice): Deve incluir dados do vendedor e comprador, descrição do produto, código HS, quantidade, preço unitário, valor total, Incoterm e moeda. Exportadores brasileiros devem emitir a fatura em inglês ou com tradução para o inglês.
- Packing List (Romaneio de Carga): Detalhamento de cada volume — dimensões, peso (bruto e líquido), conteúdo e marcações. Essencial para inspeção aduaneira e manuseio da carga.
- Conhecimento de Embarque (B/L): Emitido pelo armador como comprovante de recebimento da carga e contrato de transporte. Para embarques LCL, o agente de cargas emite um House B/L. Consulte nosso guia de Conhecimento de Embarque.
- Certificado de Origem: Necessário para solicitar preferências tarifárias. No comércio Brasil–EUA, o Certificado de Origem genérico é o padrão. Alguns produtos podem se beneficiar de acordos bilaterais.
- ISF (Importer Security Filing): Também conhecido como '10+2', deve ser apresentado ao CBP pelo menos 24 horas antes do embarque da carga no porto brasileiro. O atraso na apresentação gera multa de US$ 5.000 por infração.
- Customs Bond (Fiança Aduaneira): Obrigatória para todas as importações comerciais acima de US$ 2.500. A fiança de entrada única cobre um embarque; a fiança contínua (mínimo US$ 50.000) cobre entradas ilimitadas por 12 meses. A maioria dos importadores regulares usa a fiança contínua.
- FDA Prior Notice: Obrigatória para todos os alimentos, bebidas e suplementos alimentares. Deve ser enviada à FDA antes da chegada do produto nos EUA. Aplica-se a café, suco, chocolate, açaí e outros alimentos brasileiros.
- Certificado Fitossanitário do USDA: Exigido para produtos de origem vegetal, embalagens de madeira e produtos agrícolas. Emitido pelo Ministério da Agricultura (MAPA) no Brasil.
- Licença APHIS: Exigida para certos produtos de origem animal, plantas vivas e produtos de madeira. Solicitada junto ao USDA Animal and Plant Health Inspection Service.
- Declaração do Lacey Act: Exigida para madeira e produtos vegetais. Importadores devem declarar a espécie, país de colheita, quantidade e valor. Aplica-se a madeiras nobres brasileiras e exportação de madeira.
Principais Produtos Exportados do Brasil para os EUA
Conhecer as categorias de produtos mais comercializadas ajuda a identificar oportunidades e antecipar exigências regulatórias. O perfil exportador do Brasil para os EUA é diversificado entre agricultura, mineração, manufatura e energia.
| Produto | Valor Anual (aprox.) | Considerações Importantes |
|---|---|---|
| Petróleo bruto e derivados | US$ 8,5 bi+ | Petrobras é o principal fornecedor; sujeito a regulações de energia |
| Ferro e aço semiacabados | US$ 4,2 bi+ | Tarifa da Seção 232 (25%); direitos antidumping em alguns produtos |
| Aeronaves e peças (Embraer) | US$ 3,1 bi+ | Acordo de aeronaves civis pode se aplicar; cadeia regulatória complexa |
| Café (grãos verdes) | US$ 1,8 bi+ | Isento de tarifa; exige FDA Prior Notice; Brasil é o maior produtor mundial |
| Celulose | US$ 1,5 bi+ | Usada em papel/embalagens; conformidade com Lacey Act obrigatória |
| Ouro (não trabalhado) | US$ 1,2 bi+ | Sujeito a conformidade OFAC e relatório de minerais de conflito |
| Granito e pedras | US$ 800 mi+ | Grande demanda na construção civil americana; tarifa de 3,7–6,5% |
| Suco de laranja (concentrado) | US$ 700 mi+ | Possíveis direitos antidumping; regulado pela FDA |
| Calçados | US$ 500 mi+ | Estrutura tarifária complexa (8,5–20%); exigências de rotulagem |
| Soja e farelo de soja | US$ 400 mi+ | Isento de tarifa; inspeção USDA; usado como ração animal |
FCL ou LCL: Qual Escolher para Exportar do Brasil?
A escolha entre contêiner cheio (FCL) e <a href='/pt-br/insights/what-is-lcl-shipping/'>carga consolidada (LCL)</a> depende do volume da sua carga, orçamento e prazo. Veja como as duas opções se comparam na rota Brasil–EUA:
Para a maioria dos exportadores com volumes abaixo de 10 CBM, <a href='/pt-br/shipping/brazil-to-usa/lcl/'>LCL do Brasil</a> é a opção mais econômica. Você compartilha o espaço do contêiner com outros embarcadores e paga apenas pelo volume utilizado. Quando o volume ultrapassa 14–15 CBM, mudar para FCL passa a ser mais vantajoso, pois você tem um contêiner exclusivo a um preço fixo.
O <a href='/pt-br/shipping/brazil-to-usa/'>corredor Santos–Miami</a> conta com ampla cobertura de serviços FCL e LCL, com partidas semanais de todos os principais armadores. A Suaid Global consolida cargas LCL em Santos e oferece tarifas competitivas para a rota Brasil–EUA.
Agências Reguladoras e Conformidade nos EUA
Exportar do Brasil para os Estados Unidos pode exigir liberação de múltiplas agências governamentais americanas além do CBP (Customs and Border Protection). As agências envolvidas dependem da categoria do seu produto:
- FDA (Food and Drug Administration): Regula alimentos, bebidas, farmacêuticos, cosméticos e dispositivos médicos. Café, açaí, suco de laranja e cacau brasileiros exigem conformidade com a FDA, incluindo Prior Notice e registro de estabelecimento.
- USDA/APHIS: Regula produtos de origem animal e vegetal. Exportações agrícolas brasileiras precisam de certificado fitossanitário emitido pelo MAPA. Embalagens de madeira devem cumprir o padrão ISPM-15.
- EPA (Environmental Protection Agency): Regula químicos, pesticidas e motores/veículos. Importações de etanol brasileiro estão sujeitas aos padrões de combustível da EPA.
- TTB (Alcohol and Tobacco Tax and Trade Bureau): Regula bebidas alcoólicas. Importações de cachaça e vinho brasileiros exigem Certificate of Label Approval (COLA) e licença de importador.
- CPSC (Consumer Product Safety Commission): Regula produtos de consumo quanto a padrões de segurança. Têxteis, móveis e produtos infantis brasileiros devem atender aos requisitos da CPSC.
- FCC (Federal Communications Commission): Regula dispositivos eletrônicos com emissão de radiofrequência. Eletrônicos brasileiros precisam de certificação FCC.
Erros Comuns na Exportação do Brasil para os EUA
- Subestimar o custo desembarcado total: Muitos exportadores focam apenas no preço do produto e no frete marítimo, esquecendo impostos de importação, MPF, HMF, drayage, manuseio em armazém e taxas de despachante aduaneiro. Sempre calcule o custo desembarcado completo antes de fechar uma ordem de compra.
- Ignorar tarifas da Seção 232 para aço/alumínio: A tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio impacta significativamente o custo desembarcado de produtos metálicos do Brasil. Essas tarifas são cobradas além da alíquota MFN e da base da Seção 122.
- Atraso na apresentação do ISF: Apresentar o Importer Security Filing após o prazo de 24 horas pode gerar multas de US$ 5.000 por infração. Trabalhe com seu agente de cargas para garantir que o ISF seja enviado assim que a reserva de espaço for confirmada.
- Classificação incorreta do código HS: Um código HS errado pode resultar em pagamento a mais de impostos, pagamento a menos (o que gera penalidades e auditorias do CBP) ou na falta de licenças obrigatórias. Use a Ferramenta de Consulta de Código HS e consulte um despachante aduaneiro para produtos complexos.
- Não contratar seguro de carga: As rotas marítimas Brasil–EUA são geralmente seguras, mas danos, perdas e quedas de contêiner acontecem. A responsabilidade do armador é limitada a aproximadamente US$ 500 por volume. Uma apólice completa de seguro de carga custa de 0,3% a 0,8% do valor da mercadoria e cobre o valor comercial integral.
- Não conhecer a regulamentação de exportação brasileira: O Brasil tem seus próprios controles de exportação, impostos (ICMS, IPI, PIS/COFINS) e exigências documentais. O fornecedor brasileiro deve cuidar corretamente do lado da exportação para evitar atrasos no porto de origem.
- Esquecer requisitos FDA/USDA para alimentos: Exportações brasileiras de alimentos (café, suco, cacau, açaí, castanhas) exigem FDA Prior Notice, registro de estabelecimento e, às vezes, certificado fitossanitário do USDA. A não conformidade resulta em retenção da carga no porto americano.
Por Que Usar um Agente de Cargas na Rota Brasil–EUA?
Um <a href='/pt-br/insights/what-is-freight-forwarding/'>agente de cargas</a> atua como seu parceiro logístico, coordenando toda a cadeia de suprimentos do fornecedor no Brasil até o armazém nos Estados Unidos. Na rota Brasil–EUA, um agente de cargas oferece:
A Suaid Global tem sede em Miami — o principal portal para o comércio com a América do Sul — com relacionamento direto com armadores que atendem todos os principais portos brasileiros. Nossa equipe fala português e inglês, conhece a documentação de exportação brasileira e cuida do desembaraço aduaneiro com o CBP. Seja para enviar um palete LCL com amostras de café ou contêineres cheios de granito, oferecemos serviço porta a porta com preços transparentes.
- Negociação de fretes: Agentes de cargas possuem contratos de volume com armadores, dando acesso a tarifas 15–30% menores do que reservar diretamente.
- Gestão de documentos: Seu agente prepara ou revisa todos os documentos de embarque, garantindo conformidade com as exigências brasileiras e americanas.
- Despacho aduaneiro: Despachantes aduaneiros licenciados fazem a declaração junto ao CBP, calculam impostos e coordenam inspeções — economizando seu tempo e evitando erros custosos.
- Rastreamento de carga: Visibilidade em tempo real da sua remessa de Santos até a sua porta, com alertas proativos para atrasos ou exceções.
- Coordenação de seguro: Seu agente organiza o seguro de carga e auxilia com sinistros em caso de danos.
Perguntas Frequentes: Exportação do Brasil para os EUA
Quanto custa enviar um contêiner do Brasil para os EUA?
Um contêiner de 20 pés de Santos para Miami custa aproximadamente US$ 1.800 a US$ 2.800, e um de 40 pés custa US$ 2.800 a US$ 4.200. As tarifas variam conforme temporada, armador e antecedência da reserva. Fretes LCL ficam entre US$ 55 e US$ 85 por CBM na mesma rota. Esses valores não incluem impostos de importação, drayage ou entrega final.
Quanto tempo demora o frete marítimo do Brasil para os EUA?
O frete marítimo de Santos para Miami leva de 10 a 14 dias em serviço direto. Para New York, espere de 12 a 16 dias. Portos da costa oeste (Los Angeles) levam de 18 a 24 dias. Acrescente de 3 a 7 dias para desembaraço aduaneiro e transporte interno. Frete aéreo de São Paulo (GRU) para Miami leva de 1 a 2 dias de voo.
Preciso de despachante aduaneiro para exportar do Brasil para os EUA?
Embora não seja legalmente obrigatório para embarques abaixo de US$ 2.500, o uso de um despachante aduaneiro licenciado é altamente recomendado para todas as importações comerciais do Brasil. O despachante faz a declaração junto ao CBP, calcula os impostos corretamente e garante conformidade com FDA, USDA e outras agências. Erros no desembaraço aduaneiro podem gerar multas de US$ 5.000 ou mais por infração.
Quais são os principais impostos sobre produtos brasileiros nos EUA?
A maioria dos produtos brasileiros está sujeita às alíquotas MFN (Nação Mais Favorecida) mais a tarifa base da Seção 122 de 10%. O aço tem uma tarifa adicional de 25% pela Seção 232, e o alumínio 10%. Café e soja entram isentos. As alíquotas vão de 0% a mais de 30%, dependendo do produto. Use nosso Simulador de Tarifas para consultar códigos HS específicos.
Existe acordo de livre comércio entre Brasil e EUA?
Não, até 2026 não existe acordo de livre comércio (FTA) entre Brasil e Estados Unidos. O Brasil faz parte do Mercosul, que possui acordos com outros blocos, mas não com os EUA. Isso significa que produtos brasileiros estão sujeitos às alíquotas MFN padrão. Alguns produtos podem se qualificar para benefícios do GSP (Sistema Geral de Preferências) quando o programa está vigente.
Quais produtos exigem aprovação da FDA ao exportar do Brasil?
Todos os alimentos, bebidas, suplementos alimentares, cosméticos, farmacêuticos e dispositivos médicos exigem conformidade com a FDA. Para exportações brasileiras de alimentos (café, suco, chocolate, açaí, castanhas), é necessário apresentar FDA Prior Notice antes da chegada da carga, e o estabelecimento fabricante no Brasil deve ser registrado na FDA. A não conformidade resulta em retenção da carga.
Posso exportar café brasileiro sem licença de importador?
Sim, não existe licença de importador específica para café nos Estados Unidos. Porém, é necessário ter um número de Importer of Record junto ao CBP (EIN ou SSN), apresentar FDA Prior Notice e ter uma fiança aduaneira para embarques acima de US$ 2.500. Café verde e torrado entram nos EUA isentos de tarifa. Trabalhar com um agente de cargas simplifica todo o processo.
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